quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Não Sei

É difícil pensar em felicidade em termos plenos. Como uma condição existente ou não, como questão de preto ou branco, de sim ou não. Pra mim, felicidade e tristeza são sentimentos tão interligados que chegam a ser inseparáveis. Eu não sei se poderia responder monossílabicamente se sou feliz. 
Acredito que tudo que eu passei em minha vida, todas as pessoas que perdi, arrancaram de mim um pouco de felicidade. Me deixaram um pouco mais vazia e frágil. Me sinto quebrada. 
Há alguns anos eu poderia esconder meus sentimentos, me protegendo de tudo que fosse intenso, de tudo que me deixasse vulnerável. Só minha cama tomava conhecimento de minhas lágrimas. 
Acredito que o tempo deixa as coisas ruins mais fáceis de aceitar, mas não conserta, não apaga nada. Hoje eu consigo não dar tanta atenção a dorzinha escondida no meu coração, ao aperto nele. Mas não acho que um dia serei capaz de não chorar a noite quando me lembro de algumas histórias, de alguns sorrisos. 
Me sinto quebrada. Não consigo mais controlar o choro, sou fraca, incompetente quando se trata de me esconder, de não deixar que outros vejam como sou... F-R-A-C-A. Lágrimas insistem em aparecer em momentos impróprios. 
Então, sim. Sou triste. Porque não vejo como ser de outra forma com tantas lembranças dolorosas. Não vejo como deixar pra lá, como deixar estar.
Por outro lado, sou tão feliz. Consigo ficar feliz com coisas pequenas. Com nada. Um livro, um dia no cinema, um passeio em família, um dia só pra mim, sozinha. Não vejo como alguém que consegue se sentir feliz com pouco possa ser triste. Sou feliz.
Como eu disse, não tem uma condição única. A felicidade e a tristeza em mim se conhecem, convivem, se entendem.